<?xml version="1.0"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><atom:link href="https://ilustre.blogia.com/feed.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><title>ilustre desconhecido</title><description/><link>https://ilustre.blogia.com</link><language>es</language><lastBuildDate>Sun, 10 Dec 2023 12:02:20 +0000</lastBuildDate><generator>Blogia</generator><item><title>Vamos l&#xE1; experimentar se isto ainda funciona</title><link>https://ilustre.blogia.com/2010/101401-vamos-la-experimentar-se-isto-ainda-funciona.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2010/101401-vamos-la-experimentar-se-isto-ainda-funciona.php</guid><description><![CDATA[<p>Ao tempo em que aqui escrevo apercebo-me do obsoletos que s&atilde;o hoje estes Blogs e penso no que ser&atilde;o quando a minha filha j&aacute; usar um computador... O tempo de hoje &eacute; sem duvida um tempo mais r&aacute;pido...</p>]]></description><pubDate>Thu, 14 Oct 2010 17:03:00 +0000</pubDate></item><item><title/><link>https://ilustre.blogia.com/2007/062401.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2007/062401.php</guid><description><![CDATA[<p align="center"><strong>Ol&aacute; Marie</strong></p><p align="center"><strong>Esta casa estava abandonada h&aacute; alguns anos</strong></p><p align="center"><strong>Mas voltei a abri-la s&oacute; para ti...</strong></p><p align="center"><strong>Bjs</strong></p><p align="center"><strong>Ricardo</strong></p><p align="center"><img src="/tinymce/jscripts/tiny_mce/plugins/emotions/images/smiley-embarassed.gif" border="0" alt="Avergonzado" title="Avergonzado" width="18" height="18" /></p>]]></description><pubDate>Sun, 24 Jun 2007 02:41:00 +0000</pubDate></item><item><title>&lt;p align=center&gt;Aljustrel&lt;/p&gt;</title><link>https://ilustre.blogia.com/2005/042601-p-align-centeraljustrel-p.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2005/042601-p-align-centeraljustrel-p.php</guid><description><![CDATA[<br><br><br><br><br><br><br><br><P align=center>e <br>no <br>fim <br>mina <br>minha <br>tão bem<br>saberás <br>olhar por<br>Aljustrel <br>seus filhos <br>suas esposas <br>suas familias.<br>Na dificuldade <br>seremos destros <br>lutaremos sem fim <br>mostraremos honra<br>dignidade valorosa <br>jamais esqueceremos <br>somos parte desse chão<br>as galerias exploradas <br>corredores percorridos <br>vidas inteiras dedicadas <br>alquimia de sol por pirites <br><b>ALJUSTREL PRECISA DAS MINAS </b><br>não pode morrer a esperança <br>espero o dia da tua revolta <br>grita das tuas entranhas <br>anuncia uma nova aurora<br>a divina ressurreição <br>sim, voltarás a jorrar <br>serás novamente pão <br>e o mineiro voltará. <br>Engenhoso e hábil <br>bule teu coração <br>imenso e abondo<br>com árduo suor <br>emancipador. <br>Serás cobre <br>serás ouro <br>serás paz <br>alegria <br>chumbo <br>prata <br>amor <br>luz <br>tu <br>e... </P><br><br><br><br><br><br><br><P align=right>José Leal</P>]]></description><pubDate>Sat, 14 May 2005 01:14:00 +0000</pubDate></item><item><title>Fernando Pessoa</title><link>https://ilustre.blogia.com/2005/051401-fernando-pessoa.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2005/051401-fernando-pessoa.php</guid><description><![CDATA[<br><br><br><br><br><br>Tengo pena y no respondo.<br>Mas no me siento culpado<br>porque en mí no correspondo<br>al otro que en mí has soñado.<br><br><br><br><br>Cada uno es mucha gente.<br>Para mí soy quien me pienso,<br>para otros.. cada qual siente<br>lo que cree, y es yerro inmenso.<br><br><br><br><br>Ah, dejadme sosegar.<br>No otro yo me sueñen otros.<br>Si no me quiero encontrar,<br>¿querré que me halléis vosotros?<br><br><br><br><br><br><br>Nunca é demais dar-mos Pessoa a conhecer aos españois<br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br>]]></description><pubDate>Sat, 14 May 2005 01:06:00 +0000</pubDate></item><item><title>Cr&#xF3;nica de um casamento</title><link>https://ilustre.blogia.com/2005/051301-cronica-de-um-casamento.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2005/051301-cronica-de-um-casamento.php</guid><description><![CDATA[Meu amigo jarbas, espero que tenhas suportado bem a ressaca! ¿ou será que a voltaste a apanhar para conseguir dizer ao Sr. Engº que me deste os bilhetes da viagem e que lhe batemos com o Ford de 1952? <br><br><br>Como vês no postal, estou no paraiso, nada mal para um homem casado. No outro dia, por entre dois copos de whisky, pareceu-me ver passar a nossa garrafa com a gravata atada ao gargálo, mas pode ter sido só ilusão de óptica, é que aqui faz muito calor.<br>Há! agradece as férias à Ana, diz-lhe que só penso nela e para ela tentar acalmar o velho. (escusado será dizer: -não lhe mostres as fotografias).<br><br><br>O meu casamento acabou, quando uma convidada que estava sentada na mesa da minha madrinha, e eu juro que nunca vi mais gorda, sacou de vários sacos e caixinhas e distribuiu criteriosamente pelos meus convidados. A senhora que eu não convidei, liderou a investida sobre a mesa, perante a incredulidade dos convidados da Ana, que dispersaram em pequenos grupos sussurrando pelos cantos da sala, agarrados aos pertences, como que temendo a investida do grupo sobre eles.<br>A banda parou de tocar e tornou mais proeminente o alvoroço dos sacos de plástico e das mãos que eu já não distinguia a que corpos pertenciam e que sacos atavam. Então, após encher novamente o copo, tive um acesso de lucidez, subi ao palanque, onde estava a banda que o meu sogro contratou e ordenei:<br>- Toquem um merengue, seus espantalhos!<br>E como os empregados de mesa estavam especados sem trabalhar, resolvi pô-los a mexer:<br>- Tragam-me outra garrafa de whisky seus artolas!<br>No entanto penso que escolhi mal a mùsica, pois o meu sogro saiu com a minha esposa pendurada por um braço, deitando labaredas, balbuciando vergonhas e dizendo que mais tarde acertariamos contas. Arrancou a toda a velocidade no Mercedes deixando para trás toda a gente.<br>Os meus convidados partiram logo a seguir, com os Datsun's e os Fiat's apinhados de primos e tios embriagados, com as camisas desabotoadas, a cheirar a vinho e a suor.<br>Eu fiquei esquecido no restaurante, com a camisa desabotoada e a cheirar a whisky, pelo que não me restou outra alternativa que apanhar duas garrafas, entrar no carro de noivos e pedir ao Jarbas que me levasse pela cidade a arejar.<br>- Pois eu ainda mando alguma coisa, sou o genro do Sr. Engº!<br>- Manda pois!<br>Estava desalentado. Acabava de perder o meu grande amor. O Jarbas como estava sob as minhas ordens, acompanhou-me na bebedeira, suplicando-me somente que não vomitasse o Ford de 1952 do Sr. Engº. Enquanto bebiamos, percorremos os locais da minha infância; em Belém, atei a gravata ao gargálo da garrafa e atirei-a ao rio. No momento em que apostava com o Jarbas que aquela garrafa atravessaria o oceano, ele recordou-me que não sabia o que fazer com os bilhetes da viagem á Costa Rica.<br>Resolvi logo ali, por tudo o que o pai dela me fizera passar; ele sempre foi contra o casamento e ao minimo pretexto, acabou com tudo.<br>Tomei a melhor decisão da minha vida:<br>- Aeroporto Jarbas!<br><br><br>José Leal]]></description><pubDate>Sat, 14 May 2005 00:09:00 +0000</pubDate></item><item><title>O lugar</title><link>https://ilustre.blogia.com/2004/121401-o-lugar.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2004/121401-o-lugar.php</guid><description><![CDATA[Quando me perguntardes<br>de onde eu sou, <br>¿que poderei responder?<br>sou daqui,<br>sou dali,<br>sou de onde eu quiser.<br>Deste mundo,<br>daqueloutro,<br>não sei o que vos dizer.<br>Serei de um lugar qualquer.<br>¿Que importa isso para mim,<br>se eu nunca estarei aqui?<br>¿O meu lugar?<br>Não vos saberei dizer.<br>Mas sabei que por lá ando<br>quando me virdes escrever.<br><br><br>José Leal]]></description><pubDate>Wed, 30 Mar 2005 02:48:00 +0000</pubDate></item><item><title>A corda</title><link>https://ilustre.blogia.com/2005/032302-a-corda.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2005/032302-a-corda.php</guid><description><![CDATA[Esvaindo-se em letras, escorre sentimentos,<br>como quem miga e retém aromas,<br>que solta no éter com o sofrimento<br>contando da vida onde houve lamento.<br>Vida tão comprida com tantas pessoas.<br>Penosa, dorida, de tantos desgostos.<br><br><br>De pulsos cortados donde saem rimas,<br>palavras, metáforas, frases inacabadas,<br>testemunhos frios de existências duras,<br>textos prolixos que não dizem nada,<br>recordações aduncas de tão desgastadas,<br>que ferem a mente já tão baralhada,<br>caminhos proibidos outrora trilhados,<br>hoje imperceptíveis na beira da estrada.<br><br><br>Vinga no papel a pouca coragem,<br>mal gasta em lutas de um qualquer senhor:<br>A qual não poupou e agora lhe falta,<br>no passo último de divino amor<br>de pagar à terra com o mesmo pão,<br>que o fez camponês poeta e artesão.<br>O fez politico e o botou na prisão.<br><br><br>José Leal]]></description><pubDate>Wed, 30 Mar 2005 01:46:00 +0000</pubDate></item><item><title>A janela</title><link>https://ilustre.blogia.com/2005/032301-a-janela.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2005/032301-a-janela.php</guid><description><![CDATA[No lugar onde me depositaram para morrer, de permeio com o sofrimento, também há momentos de descontracção; em que olho este quadro vivo, que me proporciona a janela à direita do meu tumor, (não deveis estranhar esta referência: pois, desde há quatro anos, tudo na minha vida se organiza em torno desse animal, que me consome lentamente). A descontracção, dizia eu, surge nos intervalos da dor, quando consigo alhear-me de tudo o que me rodeia e seguir sem interrupções o percurso dos pombos correio na paisagem, estudar a sua organização social, os seus vícios, as suas missões, as suas ausências prolongadas e mesmo o desaparecimento definitivo de alguns: que choro, por serem eles a minha família, são eles que nada me escondem. Seres solidários e fiéis companheiros, por isso, quando me virem chorar, saibam que é pelos pombos que choro, não pela doença, não por falta de atenção, não por pena de deixar este mundo, mas sim pelos pombos correio, só pelos pombos. Não tenho raiva dentro de mim, como ouço em surdina, sempre que me irrito com o vosso cinismo. Só lhes peço que me entreguem definitivamente, sem despedidas, prossigam devorando-se uns aos outros no vosso mundo de egoísmos. Guerreiem pelo nada e pelo muito. Quanto ao meu lugar junto à janela... A minha hora está próxima, um pombo-correio aqui deste pombal, vos anunciará em breve a minha partida, e a quem aqui padecer, deixo-lhe os pombos, uma vez que nada mexe na paisagem, só o voo tracejante desses anunciadores do destino.<br><br><br>José Leal]]></description><pubDate>Wed, 23 Mar 2005 14:29:00 +0000</pubDate></item><item><title>Te hecho de menos</title><link>https://ilustre.blogia.com/2004/121001-te-hecho-de-menos.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2004/121001-te-hecho-de-menos.php</guid><description><![CDATA[La lluvia caendo en mi<br>me hace sentir más fuerte<br>mientras sigo pensando en ti<br>soy un espectro de muerte<br><br><br>por una calle cualquier<br>te veo cerca de mi<br>hecho de menos el atardecer<br>en lo qual te conocí<br><br><br>te extraño mi amor<br>creo que me vuelvo loco<br>sin tú abrazo y tú calor<br>voy moriendo poco a poco<br><br><br>no sé que va a ser de mi<br>y si las fuerzas son de verdad<br>voy caminando por aqui<br>hasta el atardecer nos juntar<br><br><br><b>José Leal</b>]]></description><pubDate>Wed, 23 Mar 2005 13:46:00 +0000</pubDate></item><item><title>O Licantropo</title><link>https://ilustre.blogia.com/2005/032303-o-licantropo.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2005/032303-o-licantropo.php</guid><description><![CDATA[<span style="font-family: Arial"><span style="font-size: 8pt; font-family: Arial"><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Um ar g&eacute;lido atravessa-me a espinha</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Tolhe-me os movimentos</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">A noite chega trazendo a cacimba e o sil&ecirc;ncio que me petrifica</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Um fluido pegajoso cola-se-me &agrave; pele</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Estou ensanguentado</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">A ferida que julgava sarada voltou a sangrar</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">E hei-me de novo assustado na urg&ecirc;ncia de um recanto</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Um local rec&ocirc;ndito</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Uma caverna qualquer</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">N&atilde;o necessitarei j&aacute; de curativos</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Nem t&atilde;o pouco de calor animal...</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Anseio apenas adormecer esta dor e extinguir-me nela</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Onde n&atilde;o estorve a passagem</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Onde as moscas n&atilde;o d&ecirc;em comigo e os p&aacute;ssaros me n&atilde;o biquem os olhos</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Um buraco onde lamber as feridas</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Longe dos olhares lancinantes de quem irrompe no amanhecer</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Logo nascer&aacute; o dia e as luzes que me vigiam</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Diluir-se-&atilde;o na manh&atilde; efervescente</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Os humanos regressar&atilde;o &agrave; cidade</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Dilacerados, todos...</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Feridos de morte, alguns</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Disfar&ccedil;am as chagas dos espelhos acusadores</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Tal como eu</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">E tal como eu n&atilde;o podendo se esconder</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Um momento que seja</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Ao longo de todo um doloroso dia</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Desesperados, aguardar&atilde;o o cair da noite</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Para lamber as feridas</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Em sil&ecirc;ncio</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">A s&oacute;s</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Muitos refugiar-se-&atilde;o aqui na serra</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">E aqui derramar&atilde;o prantos selv&aacute;ticos sob as luzes da cidade que os destr&oacute;i</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">E &agrave; qual ter&atilde;o que regressar com a alma tatuada de uivos silenciados</span></p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">Sufocados</span></p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial">At&eacute; a noite os libertar</span> <p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><br /><br /><br />Jos&eacute; Leal</p></span></span>]]></description><pubDate>Wed, 23 Mar 2005 01:03:00 +0000</pubDate></item><item><title>E tu . que fizeste?</title><link>https://ilustre.blogia.com/2004/121201-e-tu-que-fizeste-.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2004/121201-e-tu-que-fizeste-.php</guid><description><![CDATA[Num tronco de uma árvore, uma menina<br>Gravou o seu nome cheia de prazer<br>E a árvore comovida no seu intimo<br>À menina uma flor deixou cair<br><br><br>Eu sou a árvore comovida e triste<br>Tu és a menina que meu tronco feriu<br>Eu guardo sempre o teu querido nome<br>E tu, que fizeste da minha pobre flor?<br><br><br>Eusébio Delfín 1920 (Havana)<br><br><br>(tradução)]]></description><pubDate>Sun, 12 Dec 2004 17:28:00 +0000</pubDate></item><item><title>Ricardo Reis</title><link>https://ilustre.blogia.com/2004/120702-ricardo-reis.php</link><guid isPermaLink="true">https://ilustre.blogia.com/2004/120702-ricardo-reis.php</guid><description><![CDATA["A la patria, mi amor, prefiero rosas,<br>y antes magnolias amo<br>que gloria y que virtud.<br><br><br>Mientras la vida no me canse, dejo<br>pasar por mí la vida,<br>si sigo siendo el mismo.<br><br><br>¿Qué importa aquel a quien ya nada importa<br>que uno pierda, que otro venza,<br>si ha de amanecer siempre,<br><br><br>si, con la primavera, año tras año,<br>las hojas aparecen<br>y en el otoño cesan?<br><br><br>Y el resto, lo demás que los humanos<br>añaden a la vida,<br>?algo añade a mi alma?<br><br><br>nada, salvo la sed de indiferencia<br>y la confianza suave<br>en la hora fugitiva."]]></description><pubDate>Sun, 12 Dec 2004 17:07:00 +0000</pubDate></item></channel></rss>
